Conforme a Lei Federal 14.620/2023, os critérios para seleção dos beneficiários da
concessão de subvenção serão os seguintes:
Art. 9º A subvenção econômica destinada à pessoa física no ato da contratação que tenha
por objetivo proporcionar a aquisição ou a produção da moradia por meio do Programa será
concedida apenas uma vez para cada beneficiário e poderá ser cumulativa com os descontos
habitacionais concedidos nas operações de financiamento efetuadas nos termos do disposto
no art. 9º da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990 (Lei do FGTS), com recursos do FGTS,
vedada a sua concessão à pessoa física que:
I - seja titular de contrato de financiamento obtido com recursos do FGTS ou em condições
equivalentes às do Sistema Financeiro da Habitação, em qualquer parte do País;
II - seja proprietária, promitente compradora ou titular de direito de aquisição, de
arrendamento, de usufruto ou de uso de imóvel residencial, regular, com padrão mínimo de
edificação e de habitabilidade estabelecido pelas regras da administração municipal, e
dotado de abastecimento de água, de solução de esgotamento sanitário e de atendimento
regular de energia elétrica, em qualquer parte do País;
III - tenha recebido, nos últimos 10 (dez) anos, benefícios similares oriundos de
subvenções econômicas concedidas com recursos do Orçamento-Geral da União, do FAR, do FDS
ou provenientes de descontos habitacionais concedidos com recursos do FGTS, excetuados as
subvenções e os descontos destinados à aquisição de material de construção e o Crédito
Instalação, disponibilizados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra), na forma prevista em regulamentação específica.
§ 1º Observada a legislação específica relativa a fontes de recursos, o disposto no caput
não se aplica a quem se enquadre em uma ou mais das seguintes hipóteses:
I - tenha tido propriedade de imóvel residencial de que se tenha desfeito por força de
decisão judicial há, no mínimo, 5 (cinco) anos;
II - tenha tido propriedade em comum de imóvel residencial, desde que dele se tenha
desfeito em favor do coadquirente há, no mínimo, 5 (cinco) anos;
III - tenha propriedade de imóvel residencial havida por herança ou doação, em fração
ideal de até 40% (quarenta por cento), observada a regulamentação específica da fonte de
recurso que tenha financiado o imóvel;
IV - tenha propriedade de parte de imóvel residencial, em fração não superior a 40%
(quarenta por cento);
V - tenha tido propriedade anterior, em nome do cônjuge ou do companheiro do titular da
inscrição, de imóvel residencial do qual se tenha desfeito antes da união do casal, por
meio de instrumento de alienação registrado no cartório competente;
VI - tenha nua-propriedade de imóvel residencial gravado com cláusula de usufruto
vitalício e tenha renunciado ao usufruto;
VII - tenha tido o seu único imóvel perdido em razão de situação de emergência ou
calamidade formalmente reconhecida pelos órgãos competentes;
VIII - sofra operação de reassentamento, de remanejamento ou de substituição de moradia,
decorrentes de obras públicas.
§ 2º O disposto no caput não se aplica às subvenções econômicas destinadas à realização de
obras e serviços de melhoria habitacional.
§ 3º A subvenção econômica de que trata o caput poderá ser cumulativa com aquelas
concedidas por programas habitacionais de âmbito federal, estadual, distrital ou municipal
e, ainda, com financiamento habitacional com recursos do FGTS, observada regulamentação
específica.